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Filipe Consciência

Filipe Consciência

30.10.14

Quarteto Gastronómico - Vila Joya


Filipe Consciência

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Depois do jantar no Hotel Palácio Estoril com o Chef Miguel Laffan, em Abril, e do jantar no Yeatman com o Chef Ricardo Costa, em Julho, chegou a vez do jantar no Vila Joya, com o Chef Dieter Koschima, no âmbito da 1ª edição do Quarteto Gastronómico - iniciativa que abraça a Plataforma Global de Apoio aos Estudantes Sírios, promovida pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio.


Este projeto humanitário destina-se a prestar assistência académica de emergência aos jovens estudantes da Síria, impedidos de prosseguir com a sua formação superior.

 

São quatro jantares, quatro Chefs Michelin e quatro locais deslumbrantes para degustar por uma boa causa.

 

O terceiro jantar terá lugar no próximo dia 08 de Novembro, sábado, no restaurante Vila Joya, galardoado com duas estrelas Michelin.

 

O jantar será precedido por um cocktail e composto por um menu de degustação com vinhos. No fim haverá uma cerimónia com palavras de agradecimento e momento musical. Estarão presentes alguns jovens estudantes sírios e o preço por pessoa é de €300,00 (revertendo na totalidade a favor da causa).

 

Se estão interessados, reservem o vosso lugar aqui, ou saibam mais aqui. Podem também ler a minha análise ao restaurante Vila Joya aqui.

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29.10.14

Mais de 100 piropos em dez horas


Filipe Consciência

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Uma das coisas que mais me incomoda é ouvir piropos na rua lançados por homens a mulheres (nunca ouvi o contrário, mas acredito que também os haja). Lembro-me de ser criança e ficar espantado com a ousadia/estupidez dos piropos e, já adulto, é impossível não me sentir revoltado. E não conheço as mulheres alvo dos piropos, nem sou mulher. Porque caso contrário, sei que a raiva seria ainda pior.

 

Infelizmente, ainda é frequente ouvir homens (e muitas vezes adolescentes) na rua a dizer parvoíces e ordinarices às mulheres que passam. Não sei qual é o seu objetivo (duvido que algum deles venha a ter sorte), mas acho que nem eles pensam nisso. São tão atrasados que nem conseguem perceber que não vão conseguir nada. A não ser que sintam prazer em tentar seduzir uma mulher de uma forma tão degradante. E se for assim, ainda pior.

 

Na semana passada, por exemplo, estava uma rapariga sentada num degrau de um prédio e eu estava à espera que o semáforo dos peões ficasse verde. A rapariga não devia ter mais de catorze anos e estava vestida de forma perfeitamente normal. De repente, oiço dois homens a assobiar. Estavam numa mota, a passar na estrada. No curto espaço de tempo que demoraram a passar à nossa frente, chamaram-lhe vários nomes e perguntaram por duas vezes se ela não quereria subir para o colo de um deles. Dizer que fiquei incomodado foi pouco. E sei que o meu sentimento seria exatamente o mesmo se a rapariga fosse uma mulher adulta ou, em vez de roupa normal, tivesse uma roupa provocativa.

 

A cara da rapariga, como seria de esperar, era uma cara triste. Mas ao mesmo tempo conformada. Como se estivesse habituada a ouvir piropos todos os dias. E se for assim, a dor que sinto é ainda pior.

 

 

A prova dos constantes assédios sexuais na rua às mulheres surge agora neste vídeo, filmado com uma câmara escondida, que acompanhou uma atriz ao longo de dez horas, enquanto passeava pelas ruas de Nova Iorque. Sempre em silêncio e vestida com calças de ganga e t-shirt preta. Nessas dez horas, ela ouviu mais de cem piropos. Foi, inclusivamente, "perseguida" por dois homens. E agora que o vídeo se tornou viral, recebe ameaças de morte e violação.

 

Afinal, em que mundo é que vivemos?

29.10.14

Espécies de Vizinhos - Parasitas


Filipe Consciência

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Espécie de vizinhos que quer sempre tudo. Portas automáticas na garagem? Sim! Dois elevadores a funcionar? Sim! Sistema de extração de fumo a trabalhar dia e noite sem parar? Sim! Códigos de segurança nos elevadores? Limpeza das escadas quatro vezes por semana? Barras de emergência nas portas? Vedação com arame farpado nos terraços? Sim, sim, sim, sim!

 

E depois pagar estas despesas? E pagar as cotas do condomínio? Ai, isso agora já não dá... Estou sem trabalho há dois meses. Acabei de comprar um carro novo e fiquei sem dinheiro. Estou grávida do meu quinto filho e não dá para tudo. Vão começar as aulas e são duzentos e doze euros e vinte e dois cêntimos em livros. Mal tenho dinheiro para comer, mas isso não me impediu de ir passar férias no estrangeiro. A limpeza do prédio não é assim tão boa, só pago quando melhorar. Aceitei todas as mudanças no prédio apenas para segurança de todos, mas eu não queria nada disso!

 

Independentemente da capacidade argumentativa desta espécie de vizinhos e da, vulgarmente denominada, falta de vergonha na cara, as exigências não têm tendência a parar. E, curiosamente, estes espécimes têm o dom de criticar ferozmente os outros que não pagam, quando eles já contam com catorze meses de quotas em atraso.

 

Segundo relatos de vítimas, esta espécie gosta de ser eleita para a administração dos condomínios, o que tem sido estudado por psicólogos de todo o mundo sem conclusões satisfatórias. Para além disso, e estranhamente, é acarinhada por alguns administradores de condomínios, permitindo que os que não pagam há catorze meses permaneçam incólumes eternamente, enquanto os que, por acaso, se atrasaram no pagamento por uns dias, são imediatamente multados pelo atraso.

 

O não tratamento desta espécie pode levar a elevadores parados, zonas públicas sujas e filas de credores à porta, e a melhor forma de lidar com eles é recorrer às vias judiciais, apesar de estar provado que o mais certo é nunca se ver a cor do dinheiro.

 

Mais espécies de vizinhos, aqui.